Domingo, 9 de Janeiro de 2011

9º Capítulo - Amor Mais Velho

Outro capítulo, para animar (espero eu) o vosso Domingo. :)

 

               "- Boa noite! - cumprimentou o rapaz dirigindo-se para perto da minha mãe. Sorriu e deu-lhe um beijo na face.

De seguida, foi a minha vez. Chegou bem pertinho de mim e eu, erguendo-me para lhe conseguir chegar ao rosto dei-lhe um beijo que fez um estalido não muito barulhento. O rosto dele era tão macio, mas tão macio que só me fazia lembrar o cetim das minhas sapatilhas de ballet que as envolvia de uma forma bastante elegante. Ele sorriu-me e retribui dando-me também ele, um beijinho doce na bochecha direita. Corei.

                O que me valeu foi que ninguém reparou já que estavam mais interessados em cumprimentar o novo convidado.

                - Então, Ricardo.  – começou o meu pai. – Como tem corrido as aulas?

                -  Vão indo. – fez um leve sorriso. – Temos de estudar muito.

                - Pois, claro. – afirmou a minha mãe. – Para o próximo ano vão para a faculdade e vai ser bem mais complicado.

                Era verdade. O Ricardo já andava, assim como o meu irmão no 12º ano e isso significaria que para o próximo ano não o voltaria a ver. Senti a tristeza a aproximar-se de mim sorrateiramente.

                - E raparigas, Ricardo? – o meu adorava fazer aquela pergunta e eu tinha receio de saber a resposta. Porém, uma certa curiosidade ao mesmo tempo.

                - Não namoro com ninguém, Sr. Armando. – esta frase tranquilizou-me.

                - Mas tens alguma de baixo do olho? – prosseguiu o meu pai piscando-lhe o olho maliciosamente.

                - Claro que tem. – afirmou o meu irmão.

                Tinha?! Não podia ser. Mas… Como?! Será que seria a Carlota? Não. Era impossível.  Esperava que aquilo que o meu irmão dissera fosse totalmente mentira.

                - E é bem gira! – continuou Francisco.

                “Gira?” Pensei eu. Mas quem seria? Senti arrepios na espinha.

                - Tens de ter cuidado, Ricardo. – disse a minha mãe pensando, como sempre, nas piores coisas que poderiam acontecer.

                - Oh, querida. Não te preocupes demasiado! – exclamou o meu pai segurando a mão da minha mãe.  – O rapaz está nessa idade. E ele é bom rapaz.

                - Olha Ricardo, tu és como um filho para mim. – continuou a minha mãe. – Tens de escolher uma rapariga com cabeça!

                - Sim, Srª. Helena. Eu percebo a vossa preocupação. Mas esta rapariga é boa pessoa, asseguro-lhe.  – tentou tranquilizar Ricardo com o seu tom perfeito.

                Resumindo e concluindo, o Ricardo gostava de alguém. Esse alguém, eu não sabia quem era. Era boa pessoa (segundo ele) e para além disso, a rapariga deveria de ser gira.

                Fiquei nervosa. Passei todo o jantar a pensar quem seria, afinal, aquela miúda. Da turma dele? Seria da escola?! Ou será que a Carlota conseguira de vez, cumprir aquilo que prometera há tempos?

                Queria saber, mas tinha medo da própria resposta. Por outro lado, a ideia de que poderia ser eu própria aturmentava-me. Mas eu, Isabel Almeida Lopes nunca poderia ser aquela rapariga de que ele falara de uma forma tão bela, que eu própria fiquei maravilhada."

 

Gostaram ou nem por isso? Palpites??

I feel...: :D
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Terça-feira, 4 de Janeiro de 2011

8º Capítulo - Amor Mais Velho

Ui!!! Há muito tempo (relativamente!) que já não vinha aqui... Mas bem, agora consolem-se com o novo capítulo ;)

 

"Mal cheguei a casa fui directa ao quarto. Estava muito confusa. Não sabia o que pensar e um turbilhão de coisas passavam-me pela cabeça. Atirei-me para a cama como sempre fazia quando me sentia desta forma, triste e sobretudo, sem saber o que pensar. Deitei-me com o peito virado para baixo e abracei a almofada, como se esta fosse alguém que me protege-se e me mantivesse em segurança.Fi-lo por instinto, nem pensei na sua própria razão.

   As lágrimas tentaram escapar-me mas eu funguei o nariz e esforcei-me para que tal acontecesse. Fechei os olhos e apertei-os com muita força e uma minúscula gota de água misturada com cloreto de sódio acabou por fugir sem que eu quisesse.

   Após isto, muitas outras se seguiram acabando por humedecer uma parte da almofada formando uma mancha.

   Senti algo sobre o meu braço que me fez lançar um gemido breve:

   - Desculpa, filha, não te queria assustar. - tentou tranquilizar-me a minha mãe fazendo algo parecido a um sorriso.

   Limpei as lágrimas com as costas das mãos e forcei um sorriso. Mas, apesar dos meus esforços fui tudo menos convincente.

   - Querida, sabes que podes contar comigo. - sugeriu a minha mãe tocando-me no rosto um pouco encarnado devido ao choro. - Posso não ser uma das tuas amigas lá da escola, mas já passei por essa fase.

   - Sim, eu percebo e agradeço imenso. - agradeci. - Mas eu gostaria de ficar sozinha. Espero que compreendas, mãe.

   Senti a sua expressão desvanecer-se. Após uma curta pausa ela sorriu-me:

   - Claro, filha. - disse ela acarinhando-me os cabelos.

   Forcei um novo sorriso e esta deu-me um beijo na face ainda húmida pelas lágrimas. De seguida, levantou-se da cama onde estivera sentada anteriormente e dirigiu-se para a porta. Acenou-me e desapareceu, fechando calmamente a porta.

   Sei que ficou triste mas agora eu queria estar sozinha a pensar em tudo o que me acontecera nos últimos tempos. Nem com a Rita me apeticia falar. Só comigo e os meus pensamentos, mais nada nem mais ninguém.

   Chegara a hora de jantar. Com tudo isto, deixara as horas passar e a minha mãe teve mesmo que me vir chamar. Levantei-me e senti imediatamente uma tontura devido à rapidez com que o fizera.

   Quando cheguei lá em baixo fui para a cozinha ainda com a cara repleta de tristeza. Ouvi um barulho. O meu irmão chegara e parecia vir muito satisfeito, ao contrário de mim. Soltava gargalhadas com um volume elevado e provocou um estrondo ao fechar a porta da entrada.

   - Olá, mãe, olá maninha! - cumprimentou o Francisco largando um sorriso de gozo.

   Fiquei aterrada. Não pelo facto de o meu irmão me ter cumprimentado de uma forma bastante "esquisita" e demasiado (para ele) carinhosa, mas sim por uma razão bem mais interessante e que me focava o olhar."

 

O que acharam??? :D

 

 

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Domingo, 26 de Dezembro de 2010

7º Capítulo - Amor Mais Velho

Olá!!! É verdade, é um dia com dois capítulos. Isto foi a pedido da Manuela :p. Espero surpreender-vos!!! xD

 

"Já tinhamos almoçado e tudo estava na mesma: deprimente. Não largava nem sequer um sorriso. Os meus pensamentos eram constantes.

            - O pá, Isabel, já estou farta de te ver assim! – exclamou a Rita.

            - Como queres que fique?! Ouviste-a, certo? – disse eu.

            - Claro que ouvi, amiga. Mas tu não podes ficar assim triste. Tens que se forte e seguir em frente. – aconselhou-me a Rita.

            - Seguir em frente? Como, Rita, diz-me C-O-M-O?! – exclamei.

            - Olha… Tu gostas dele, certo? – achei a pergunta dela um pouco estúpida.

            - Claro! Sabes bem que sim. – respondi.

            - Então luta por ele! – exclamou ela dando-me um empurraozinho dócil.

            - Não estou a perceber. Como queres que faça isso? Ele agora está com ela, não comigo. Não me posso meter entre eles os dois.  – conclui desanimada.

            - Tu sabes se que o que ela disse é verdade? Não sabes! – continuou a Rita.

            - E como saberei, Rita?

            - É fácil: vamos descobrir.

Estava tudo preparado. Quando a Rita quer, consegue arranjar uma maneira de convencer toda a gente a fazer o que ela pretende, incluindo a minha mãe. No ínico, a minha mãe não concordou nada em nós as duas irmos ao cinema essa noite mas depois de umas chamadas de atenção, depois da Rita e eu prometermos termos “juízo”… A minha mãe lá aceitou. O problema foi que o meu irmão apareceu lá nesse instante e, por momentos, pensei que a minha mãe iria “obrigar” o meu maninho a ir connosco, mas antes que ela pudesse perguntar algo já ele dizia que tinha coisas importantes para fazer. Claro que não seriam, mas ainda bem que ele disse aquilo pois graças a isso poderia ir com a minha amiga ao cinema para realizar o nosso plano.

            Não foi muito complicado saber se era hoje que eles iriam ao cinema, segundo a Carlota. Bastou passarmos por elas uma ou duas vezes e fazer com que elas se apercebessem da nossa presença. Parvos como são, puseram-se a falar desse assunto de forma a eu própria ouvir para ficar toda invejosa. O que elas não sabem é que as “usamos” para arranjar informações. Agora era só concluir o nosso plano.

            Saimos de minha casa, eram oito horas. Estava frio nessa noite. Como o shooping era a dois passos de casa, não custou muito lá chegar. Senti uma grande diferença térmica mal entrei mas não fui a única, a Rita também sentiu pois vi a sua expressão modificar. Agora tinhamos de nos dirigir ao cinema que ficava perto da secção de comida. Tentamos avistar o Ricardo e a Carlota, mas nada. Passado quinze minutos já estavamos fartas de lá estar e acabamos por nos sentar num banco com uma mancha acastanhada que deveria de ser de comida.

            Quando já tinhamos desviado os nossos pensamentos para outra coisa, como por exemplo, ir para casa consegui avistar a Carlota. Não estava sozinha, mas também não estava acompanhada pelo Ricardo.

             - Finalmente! Estava a ver que aquela miúda nunca mais aparecia. – comentou Rita. – Mas olha lá, aquele não é o Ricardo, certo?

            - Claro que não! – exclamei indignada. – É uma rapariga…

            - Mesmo. Acho que estou a enlouquecer. – sorriu a minha amiga. – Mas então porque razão é que a Carlota veio com aquela rapariga atrás? Cá para mim está a pensar que nos engana…

            - Pois, isto é realmente bastante estranho. Temos de esperar a ver se ele acaba por aparecer! – disse eu.

            - Exacto. – concordou Rita.

            Mas afinal a Carlota não tinha mentido de todo, ele viera mesmo. Mas ao contrário do que dissera, não vinha sozinho mas sim acompanhado.

            - Oh, não… Não pode ser! – exclamou a Rita. – Aquele não é o teu irmão?!

            Era. Era o parvo do meu irmão que aparecia sempre nos momentos opurtunos para me chatear. Mas ele não sabia de nada do plano nem tinha a capacidade de adivinhar que eu e eu e a Rita fariamos. Por instantes, fiquei arrependida de não ter pedido à minha irmã para o Francisco vir connosco ao cinema, mas agora não podia fazer nada. Mas a dúvida persistia cada vez mais forte: será que ele a convidara, mesmo? Eles teriam algo? Porque razão estaria ali o meu irmão?"

 

Surpreendi-vos?? 

 

Bjs ♥

 

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Um Homem...

   "Pele morena queimada pelo sol. Cabelo ondulante ao vento, mesmo que pouco comprido. Mãos ásperas onde sobressaem as linhas carregadas, nelas desenhadas. Unhas de lavrador, sujas e com um cheiro pouco apetitoso. Roupas largas, também elas sujas, algumas delas, até um pouco rotas. Tem os pés descalços, gelados pela calçada onde corre a vender as suas hortaliças e o pouco que possui. Com um boné na cabeça, não muito antigo nem demasiado moderno, tenta fugir do sol que lhe escalda o rosto. Não é magro. Não é gordo. É de uma estatura média como um verdadeiro latino. É pobre, consigo afirmar que sim. No entanto, não pede esmola. O seu rosto não transmite qualquer infelicidade nem um pedaço de tristeza. É um rosto inexpressivo. Olho-o. Ele fita-me, mas nada diz e o seu rosto permanece indiferente. O relógio da capela toca como se fosse um pêndulo, com início e sem um fim. Já são quatro horas da tarde. Tenho de ir. Mas antes de ir, decoro aquele rosto para que mais tarde o descreva assim, desta forma."

 

By: Mariana

 

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Opiniões............ :)

 

Bjs ♥

I feel...: óptima!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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6º Capítulo - Amor Mais Velho

Finalmente!!! Já deviam estar a estranhar, pois eu nunca mais seguia com o capítulo. Sabem? Estava completamente entalada e não sabia como continuar a história haha.

 

"Não podia ter dormido da pior maneira. Passei toda a noite, todinha mesmo a rebolar de um lado para o outro. Se não era a rebolar, acordava assustada devido a um pesadelo pavoroso que me fazia suar como um animal. Com rapidez dirigia-me à cozinha e bebia um copito de água para ver se me acalmava. De seguida, ia para o quarto, fechava os olhos e tentava dormir. Um noite, horrorosa resumindo e concluindo.

                Já era de manhã. O céu estava com um azulado pálido e o sol escondia-se atrás das nuvens mais ou menos acizentadas. Não estava com muito bom humor. A noite tinha sido péssima e isso fazia com que no dia seguinte me senti-se cansadíssima e mal disposta. Hoje seria um desses dias. Arranjei-me sem pressas vestindo uma camisola qualquer sem nehnum tipo de intenção de ficar “bonita” e umas calças do mais normal que se possa encontrar. Já estava pronta. Quando cheguei à cozinha a minha mãe reparou no meu ar enjoado.

                - Que foi, filhota?

                - Nada, mãe. Acordei apenas… - murmurei eu.

                - Com os pés de fora! – interrompeu-me o meu irmão.

                Hoje não estava com disposição para aturar o meu irmão. Não me apetecia sequer dar-me ao trabalho de reclamar.

                Quando cheguei à escola encontrei a Rita a vasculhar na mochila. Parecia preocupada.

                - Olá, Rita. – cumprimentei brevemente.

                - Óh, Isabel, desculpa. Não te tinha visto. Olá! – disse ela mantendo o olhar fixo na pasta já um pouco desarrumada.

                - O que estás a fazer? Pareces preocupada… - interroguei.

                - Esquece, não é nada de especial. Não sei onde meti a porcaria daquele trabalho de história. – respondeu-me ela bunfando.

                - Trabalho?! Oh, não… Não acredito! Esqueci-me dele em casa. Estou lixada! – dei um tombo sobre o banco de madeira.

                - Já somos duas! – brincou ela.

                Mas naquele momento o meu olhar desviou-s epara outro local. A Carlota. Neste momento, ela estava a falar com o Ricardo. Senti um calafrio.

                - O que foi Belinha? Pareces um fantasma! – comentou ela.

                - Olha para ali… - apontei com o indicador sem dar muito nas vistas, na direcção onde pretendia.

- Aquela lombriga não vai ter sorte com ele, Belinha. Relaxa. Ele nunca na vida iria olhar para aquela rapariga que mais parece uma árvore de Natal.

Aquilo era verdade. Ou quase verdade, pensava eu. Como poderia alguém, no seu perfeito juízo gostar de uma pessoa como a Carlota?! Ela passa a vida a falar mal dos outros nas suas costas, a comentar quem tem mais roupas de marcas, a pintar-se como uma palhaça de circo (já nem digo maquilhar-se!)… Tudo! Não consigo ver uma única qualidade naquela miúda. Mas, por outro lado, tenho medo que o Ricardo possa ver nela algo que nós não vemos, algo maravilhoso…

- Olha, Belinha. – chamou-me a Rita. – Já decidiste o que fazer em relação ao Ricardo e à Carlota?

Fiquei  paralisada por momentos. Não, não sabia. Não sabia de todo o que fazer.

- Não… Sinto tantas dúvidas, amiga! – exclamei sintindo uma lágrima a tentar saltar do canto do olho.

- Oh, querida… Tens de ter calma, nós vamos encontrar uma solução. – tentou consular-me dando-me um abraço.

Senti uma presença próxima. Era ela. Era aquela irritante da Carlota.

- Coitadinha da nossa “BELINHA”! – gritou para todos ouvirem. – Não sabes o que fazer, não é? Mas é melhor decidires-te.

- Cala-te! – ordenou a Rita, em todos os momentos, forte.

- Tu aqui não mandas calar ninguém. – reclamou Carlota. – Fiquem sabendo que eu e o Ricardo estamos cada vez mais próximos.

- Vai sonhando! – disse num ápice, novamente, a minha amiga.

- Sonhar, eu?! – fingiu-se incrédula. – Que eu saiba, ele é que me pediu a mim para ir ao cinema.

Não queria acreditar. Não podia ser verdade. “O Ricardo nunca na vida convidaria aquela Carlota para ir ao cinema com ele. Nunca!” – pensei em tentando consular-me a mim própria.

- E sabem que mais? Vamos os dois sozinhos! Estam a imaginar? – provocou Carlota, continuamente, dando uma risada arrepiante.

- Se tu pensas que nós acreditamos, estás bem enganadinha. – disse a Rita.

Tocou para a entrada. Nessa aula passei todo o tempo a pensar. A pensar no que a Carlota me dissera. A Rita, lá de vez em quando, tentava animar-me mandando-me uma piada daquelas, mas eu não ligava. Estava triste e nada me conseguia animar. Tudo parecia piorar a cada momento. “Eu mereço isto?” – pensava."

 

 

Quero saber as vossas opiniões :D Portanto, COMENTEM!!! xD

 

Beijo ♥

I feel...: bem :)
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Sexta-feira, 24 de Dezembro de 2010

"Inspiro-me..."- Infelicidade...?

   "Sinto-me mal. Simplesmente mal. A minha mãe mal sabe o que sinto. Mal sabe o quanto sou infeliz. Designo-me assim: infeliz. Estarei, talvez, a ser injusta para com outros. Dizem-me que sou pobre e mal agradecida. Que tenho tudo o que quero, tudo o que uma criança sonha ter. Mas eu não penso assim. Dão-me bonecas plastificadas com olhos azuis bem pálidos. Oferecem-me roupas ricas, cheias de adornos coloridos, entre muitas outras coisas. Mas apesar de tudo isto, de tudo o que me dão ou me oferecem eu continuo a sentir o mesmo: infelicidade. Sinto que me falta uma parte de mim. Algo importante na minha vida e que não tenho. 

   Quando alguém da minha família se sente mal ou assim, essa pessoa vai a um médico. Dizem-me os "grandes", que os médicos tem cura para tudo... Mas eu não sei. Será que há cura para isto? Para este sofrimento que me agunia constantemente? Isto será uma doença?...

   A minha mãe, quando se irrita e diz sentir uma dor de cabeça horrivel toma uns comprimidos enquanto bebe um gole de água. Rapidamente tudo melhora. A dor de cabeça parece fugir a sete pés e PUFF...Evaporora-se! Haverá algures por aí, comprimidos com o que necessito? Comprimidos com amor, comprimidos recheados de carinho, comprimidos embrulhados por sonhos infinitos... Haverá?"

 

Tumblr_ldl9rozqul1qdwdzao1_400_large (Obrigada pela imagem Catarina!)

 

Gostaram??? :p (foi complicadito haha)

 

Beijinho ♥

 

 

I feel...: :p
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Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010

Desafio: "Inspiro-me..."

Olá! ;) Bem, vou iniciar um novo desafio. De vez em quando, irei postar aqui no blog um texto sobre uma imagem. Ou seja, vou-me "inspirar" nessa imagem para criar um texto. Perceberam?? Porém, para eu criar esses textos eu necessito de imagens. Essas imagens poderão ser escolhidas por mim ou por vocês, basta darem-me o endereço do site onde se encontra essa imagem. O que acham??? :D

 

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Beijito ♥

 

I feel...: óptima!!!!!!!!!!
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Segunda-feira, 13 de Dezembro de 2010

5º Capítulo - "Amor Mais Velho"

Olá!!!! E cá estou eu... :) Têm aqui o 5º capítulo, espero que gostem. ;)

 

“Se não fosse a Rita a chamar-me para a realidade juro que ficaria ali, como uma tolinha especada a olhar para nada.

            - Bella! – gritou ela já ficando sem paciência.

            - Ah? O quê…? O que… Bem… - gemi eu.

            - Estás bem? – perguntou-me encarando-me.

            -Não… Quer dizer, sim. Bem, mais ou menos? – murmurei meia confusa com tudo aquilo.

            - Pois, já estou a ver porque estás assim tão… Assim, dessa forma! – exclamou ela mostrando um sorriso breve.

            - Estás a falar do quê?

Eu sabia do que é que ela estava falar. E a própria Rita percebeu que eu fiz aquela pergunta só para me fazer de desentendida.

            - Estás completamente apanhadinha por ele, ó Isabel. – surgiu uma voz atrás de mim.

            Quando me virei, não podia acreditar. Era aquela Sofia. Ai! Ela irritava-me tanto, era metediça e queria saber sempre de tudo para depois ir espalhar pela escola inteira.

            - Não está não, Sofia. E mesmo que tivesse, tu e as tuas amiguinhas não tem nada haver com isso! – verbalizou a Rita.

            - Desculpa?! Temos sim, haver com isso. – disse ela enrolando um dos cabelos louros.

            - Poupa-me. – retorquiu novamente a minha amiga. – E já agora, desembucha a razão de vocês terem de obrigatoriamente saber deste assunto?

            Pronto. A Rita por vezes, quando se começava a passar, muito gostava de deitar achas para a fogueira e isso só complicava a minha situação. E se a Sofia fosse contar tudo às suas amiguinhas irritantes? E se estas contassem ao Ricardo? Será que ela tinha ouvido alguma coisa entre mim e a Rita?

            - Ora, como é óbvio a Carlota gosta dele, Rita. – respondeu-lhe ela com ar confiante.

            - Mas que grande novidade… - suspirei.

            - Pois, e também não deve ser novidade nenhuma que ela vai ser namorada dele. – afirmou novamente a Sofia.

            - Olha, vocês têm uma grande lata! Pensam que chegam, que mandam as pessoas deixarem ou gostarem de outras, que são as rainhas da zona… - disse a Rita. – Cresçam, raparigas!

            - Olhem, ou vocês se afastam duma vez por todas do Ricardo para deixar o caminho livre para a Carlota, ou vamos ter chatices. – ordenou a rapariga, ignorando o comentário anterior.

            - O quê? Que chatices? – perguntei eu já não gostando nada do rumo daquela conversa.

            - Não sei, isso veremos depois de acordo com a vossa escolha. – disse a Sofia fazendo sobressair a sua voz esganiçada.

            Mas quando a Rita já ia rematar uma das suas respostas que mandava o pessoal logo abaixo, a Sofia já ia toda tranquila passando por entre os corredores e dirigindo-se para o seu grupo de amigas. Toda a minha alegria parecia ter-se ido abaixo, como fosse uma boneca em que se acabara as pilhas.

            Senti medo a assustar-me. Por um lado, tinha medo da “vingança” que poderia surgir caso não me afastasse do Ricardo, por outro, tinha medo de me afastar dele e poder ver aquela Carlota junto da pessoa que gosto. O que faria?”

 

Qual é a vossa opinião??? Beijinho ♥

 

 

 

 

 



 

 

 

I feel...: óptima!!!!!!!!!!
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Domingo, 12 de Dezembro de 2010

Quando preciso...

"Quando tudo parece perdido. Quando já me sinto engolida pelo Mundo que me absorve como uma verídica esponja. Quando nada parece ter sentido e que tudo acabou, tu chegas perto de mim. Pareces-te com um corrimão que está lá para eu lhe puder por a mão e levantar-me. Mas levantar custa bastante. Doi-me o coração. Tu dás-me a tua ajuda e eu, como surpreendida olho para ti e apenas, sorrio. Começo a sentir mais confiança. Essa confiança, como por magia começa a crescer, a crescer... Até que esta se torna em coragem. Ganho essa coragem gloriosa e acabo por me render a ela. Seguro a tua mão larga e ardente como fogo que me aconchega surpreendemente e subo as escadas graças a ti. Quando já estou lá em cima, sinto-me alta e poderosa. Sinto-me bem. Porque sempre que necessito de algo, mesmo de coisa mínima, tu estás lá para me apoiar e para me ajudar a subir, a subir, subir..."

 

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Beijinho ♥

I feel...: :) :D xD
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Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010

4º Chapter - "Love Older"

Estão curiosos? Então eu satisfaço a vossa curiosidade...

 

“Não podia ter acordado da pior forma. Não, era impossível conseguir-se ter a mínima relação com ele. IMPOSSÍVEL! Estava eu a sonhar com o Ricardo tão próximos um do outro, quando acordo com o meu irmão aos berros a dizer que já era de dia e que me tinha de levantar urgentemente. Assustada e ao mesmo tempo ensonada, levanto-me da cama com a pior cara do mundo bem como os cabelos todos espetados. Mas nesse dia, ninguém me conseguiria retirar a felicidade e o alívio que sentia, ninguém nem mesmo o meu irmão irritando-me da pior forma que pudesse. Vesti um vestido roxo beringela (o melhorzinho que encontrei no fundo do armário) que combinei com umas botas camel que já não usava há muito tempo. Por fim, acrescentei um casaco também ele camel para combinar com as botas.

             - Isabel! – era o meu pai. Tinha me esquecido completamente das horas!

            - Já vou, pai! – gritei para que este me conseguisse ouvir.

Num ápice, dirigi-me para a cozinha.

            - Oh, filha estás tão linda hoje! – exclamou a minha mãe analisando-me de cima a baixo.

            - Obrigada, mãe. Apenas decidi arranjar-me mais um bocadinho hoje. – respondi sorrindo.

            - Pois, e é por estas e por outras que depois chegamos atrasados às aulas! – gritou o Francisco reclamando.

            - Francisco, estás sempre a implicar com a tua irmã! Já não vos consigo ouvir… - replicou a minha mãe, outra vez.

            - Já devias de estar habituada, mãe! Ele é SEMPRE a mesma coisa. – resmunguei.

            Sem dar a alegria ao meu irmão de ser sempre ele a dar a última palavra nas nossas discussões, mordisquei a minha sanduíche de queijo e fiambre, peguei num iogurte líquido e fui a correr para dentro do carro.

            Mal cheguei à escola procurei entre inúmeras caras que todos os dias me pareciam desconhecidas, a Rita. Mas pelo contrário, encontrei uma que me chamou mais ainda a atenção. E que de certeza, já devem prever quem seja. O Ricardo estava lá. Sempre com aquele sorriso enorme e atraente. Feita croma fiquei a olhar penetrantemente para ele, fazendo com que quase me esbarrasse contra variados alunos que por mim passavam. Será que deveria de cumprimentá-lo? Não teria mal nenhum, certo? Mas nesse instante senti uma mão no ombro, era a Rita.

            - Olá, menina Isabel! – exclamou ela sorridente.

            - Olá, Rita. – dei-lhe um abraço apertado.

            - Já estou a ver que já estás logo de manhã a suspirar. – brincou ela.

            - Nota-se assim tanto? – interroguei eu corando um bocadinho.

            - A quilómetros! – respondeu-me. – Vai lá cumprimentá-lo!

            - Achas…? Não darei muito nas vistas? – disse eu iniciando o meu nervosismo habitual.

            - Claro que não! Vai lá, força. Eu vou contigo, amiga. – apoiou-me a Rita.

            Inspirei uma golfada de ar e lá foi eu, cambaleando entre as mochilas pousadas no chão. Cheguei perto dele e como por magia senti mil e uma borboletas a voar dentro do meu estômago.

            - Olá… - gaguejei eu.

            - Olá, Isabel! Estás muito gira, hoje – exclamou ele virando-se na minha direcção. – Não é que não estejas nos outros dias… E desculpa Rita, olá!

            Ele tinha reparado? Como fora possível? Não queria acreditar…

            - Olá, Ricardo. – disse ela dando-me uma cotovelada no braço.

            - Que disciplina agora vão ter de manhã? – perguntou ele sempre, mas sempre mesmo com aquele sorriso encantador. E eu, sempre mas sempre babadinha.

            - Matemática. – Estremeci.

            - Matemática? – espantou-se a Rita olhando-me. – Inglês, rapariga!

            - Á pois… - tudo errado. Lá estava eu a fazer porcaria. Sempre a mesma coisa! Quando queria dizer alguma coisa de certo só fazia asneira.

            Ele sorriu.

            - Não faz mal, Belinha. Isso acontece a todos. – disse ele apercebendo-se do meu nervosismo. – Bem, estou a gostar muito da conversa mas tenho mesmo de ir. Vou ter português! Tchau, meninas…

            Fiquei paralisada. Parecia uma autêntica estátua de bronze. Estava chocadíssima e devido a isso nem pude sentir o momento. Aquele momento maravilhoso em que senti os seus lábios a tocarem-me a pouco e pouco na minha face. Senti o seu cheiro mais próximo do que nunca. Tudo aquilo que uma rapariga poderia imaginar aconteceu-me. Estava mais feliz do que nunca, estava maravilhada.”

 

 

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Published By.. Aprendiz de Escritora às 19:54
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